quinta-feira, dezembro 11, 2014

de quando a pupila dilatava

volta e meia volto ao passado
presente em minhas lembranças
paro e penso nas pessoas e vozes
nas andanças e nas noites
nós, amigos
e nossos sonhos
destroços que se desgastam
com o tempo
nossas danças e rodeios
tropeços que sorrindo se perdiam
as lições destes anos todos
após tantas madrugadas solenes
o momento bom do abraço
a despedida
e aquela esperança
de repetir tudo de novo

quinta-feira, maio 22, 2014

condicionando

escuro
é o quarto que me acolhe

o vento
é mais forte
e aqui não para

porta fechada do meu coração