sexta-feira, setembro 23, 2011

e quando bate a vontade...

deitada no sofá, leio a aranha
do bukowski
como quem ouve a filha
do otto

são meras aspirações
prum dia quase sem nenhuma inspiração

respiro
alguns instantes de preguiça
enrolada em alguns lençóis,
hoje então vazios

levanto
e corro pra cama
arrastando os panos pela casa
como um gato procurando o quentinho dos teus pés

quinta-feira, abril 14, 2011

mais outra vez

toda santa noite espero a hora imaculada de resolver pegar o telefone e te ligar, só pra saber se vou ter a sorte de te ver sem precisar sair de casa ou se vou ter a chance de poder contigo continuar sonhando e planejando a tranquilidade entregue ao aconchego do fim de semana que ainda está por vir

domingo, março 27, 2011

por favor,

tu, que não admiras meus pés,
nem tentas esconder tua opinião
e ofendes a timidez deles descalços

te digo que é melhor assim:
vem e te envolve em minhas mãos como a fumaça que tragas
e tira o esmalte das minhas unhas
como quem se despe sem se despedir








até a volta...

sábado, janeiro 08, 2011

e isso eu vi...

releio meus últimos dias
como quem reconta sua história:

de um a cento e noventa e cinco
escrevo nosso relato
[este é o número exato até agora]
numa folha avulsa da memória

colo os sorrisos ao lado da saudade
recorto as dúvidas e lanço-as ao mar
contorno teu olhar que quer adivinhar o que penso
e escolho voltar a escrever nos próximos trezentos e tantos passos
que ainda daremos juntos por aí