domingo, junho 20, 2010

sem sono

deito e recordo
esse olhar que desfilas entre avenidas
e esse teu sorriso?
boca despetalada
sob estrelas constelando:
verde é a cor

deliro só de pensar...
enquanto perfumo minha nuca com teu suave hálito
volto e arrepio
solto o cabelo pra cobrir o aroma
e lembro de cada passo teu colorindo meu repouso
descompassando meu breve descanso

quinta-feira, junho 03, 2010

de como dormir na estrada

já faz tempo que o amor passeia
pra longe do nosso caminhar

de repente, para:
lá fora nada aquece
(alameda gelada do estar só)

volto a te sorrir calada
em doses pálidas daquela embriaguez
de quando fazíamos as pazes
- bola de neve da ingratidão

mas deixa que logo me refaço
da nossa antiga bagagem;
carona recheada de saudade
aqui dentro