terça-feira, maio 20, 2008

uno

e então ela deu uma carta branca
tão pesada quanto a mão de uma criança

triunfante saltou em um sorriso
no doce vermelho de seus lábios

lembrava de como eram aquelas horas anis
e eu nem me cabia mais ali...

em braços rasos e de profundo amanhecer
voltei ao meu recanto verdejante

e aqui estou.

antes de acreditar de novo, gritarei
com apenas esta carta na mão.

5 comentários:

Andréa Milch disse...

parece uma continuação ou um outro flash, fragmento do poema anterior (abaixo).

Parece a mesma cena, só uma emoção (ou mágoa) nova.

Tássia Campos disse...

uma na mão e outra...


na manga!

Pedro Pan disse...

, "horas anis" parecem ser lindas...
, beijos meus.

Gabriel disse...

Às vezes não é preciso muito mais do que uma carta para acreditar. É meio arriscado mas jogadas de grandes riscos geralmente são as que nos trazem os maiores ganhos :)

uma letra! disse...

menina de doces vermelhos lábios!!!!!!
ainda não sabia que a prosa estava presa no grito des'cartado'!
saudades!