quinta-feira, maio 29, 2008

não se admire.

Gosto quando as velas acendem. A chama conversa com o santo e o sopro fica pra pausa depois da oração. Que pensem o que quiserem, que façam o que sentirem vontade. Eu, do outro lado da rua, atravesso meu caminho em silêncio sob a tua proteção, ó luz silenciosa. Acendo com a ajuda do fósforo. Meu último suspiro nessa agonia revela a procissão de pensamentos que vagueiam nesta noite de comemorações. As lágrimas nostálgicas da [nova] amiga distante, um novo lar, outros cantos, recentes encontros... cinzas. A luz se apaga. Acabou o fósforo. Cadê meu isqueiro? E parece ser só o começo... Reacendeu e vai ficar. A gota de cera dentro dela agora aquece e a faz incendiar toda. E a mim também. As gotas de luar hoje fizeram um encanto maior nos olhos dela. Nos meus... deixa pra lá.



4 comentários:

Andréa Milch disse...

isso me lembrou aquela musica do rappa...

:)

mas não, não só isso. ^^

Tássia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tássia disse...

"se eu pudesse roubar, as gotas de luar, que vi brilhar nos olhos largava aquele encanto, para enfeitar meu pranto, na hora do adeus..."

bonito moça, muito bonito.

um beijinho.

Verbena disse...

adianta dizer que é lindo?
^^

Velas para iluminar o meu caminho que é daqueles que perderam a esperança...

Saudades