terça-feira, fevereiro 12, 2008

Éramos sós, e éramos três
na tarde que vazia não apraz:
havia uma vergonha rendada,
nos sorrisos um impulso,
um degrau acima de qualquer ritmo
- silêncio que faz surgir a melancolia
erguida em espumas de solidão.

Éramos três, e éramos sós
a penar na noite que se abria:
sorria agora a valsa, o sono,
assombro patético que não cabe mais
em aromas ébrios de sensatez
- prudente alegria cheia de mimos
debruçados tranquilamente aqui.

Éramos nós, e éramos, enfim
no ardor da angúsita iluminada
pela lua branda: a rosa debruçada
lentamente rendia-se ao raiar noturno
do nosso caminhar tranquilo e festivo
- pausas e descompassos se alinham
contemplando o doce bailar das estrelas.

3 comentários:

Anônimo disse...

éramos, e por isso somos, ou éramos e por isso não somos? o melhor deve ser éramos, e somos, embora nunca possamos saber o que fomos ou o que seremos.

Andréa.

yara b . disse...

éramos. e seremos. ainda.


;*


p.s.: a foto foi tirada no mesmo dia que a tua, acho. não foi?

fabio jardim disse...

de um ritmo inebriante!