segunda-feira, dezembro 29, 2008

e lá se vão...


alguns
dias
filmes
recreios
amigos
segredos
invernos
amores
passeios


outras
tantas
noites
cores
tardes
danças
manhãs
canções
flores


e vem mais...
vem e vão


vocês verão.



;p

terça-feira, dezembro 16, 2008

tranquilizando as pernas:

aqueles passos apertados
já passaram
os meus dedos e seus calos
se atrasaram
minhas veias avermelhadas
desincharam
minhas coxas mal-passadas
afinaram
ai, minhas rimas - pobres pernas-
se acabaram.

sexta-feira, novembro 28, 2008

"no sé donde acomodarte
no sé de que color pintarte
no sé muy bien que nombre darte
si te veo por la calle
pero sé que tu
me miras a los ojos y es algo único
sé que yo siempre quiero más..."



bueno pa bailar, ai ai...

segunda-feira, novembro 24, 2008

...

depois de muito me perder
em poemas alheios
[teus escritos mundanos]
neles me reconheci

resolvi mirar os olhos
rumo a estrela agregada
a firmeza ao redor da lua
num quase toque seco
- teu luxo virou pra mim uma certeza fina.

a sorte vai virar eterna,
a noite dela pra mim se torna martírio
tua insensatez exprime minha demência
e em meu fim de tarde sopro um vago desabafo.




e assim eu caminho no tempo que bem entender...

sexta-feira, novembro 14, 2008

hoje não tem essa de rolar uma pedra de responsa. nem vale a pena mergulhar na valsa da formatura do amigo nem tão conhecido. aqui já é quase meia-noite e o horário de verão me pediu um copo com água pra amenizar o calor lá do outro lado do planeta. quem sabe amanhã talvez arda um bolero e debaixo uma regatinha fresca. ou ainda um tango argentino caia na partida contra a seleção dos mais mais pra embalar os corações abandonados. fossa de sexta-feira é meio foda. bossa pra sexta-feira é meio forca. pelo menos quando se está só. e hoje a força vai mais ou menos assim, nem samba nem baião. nem pé de serra nem tecnobrega. deixa essa vozinha comigo e só por hoje que tá bom demais.



rockets, rockets e rockets.

sábado, novembro 08, 2008

p&b

meu poema da noite em claro
padeceu no breu em que amanheço
naquela velha canção em que ressoa meu silêncio.

sexta-feira, novembro 07, 2008

sábado, novembro 01, 2008

perdi

a paciência que me faltava
acabou de sair em viagem
rumo ao céu.

domingo, outubro 26, 2008

achei

a cereja que faltava pro meu bolo
engarrafada na tristeza da cerveja
da sexta-feira passada!
"[...]
Num sonho multicor todo de amor
Seus lábios entreabertos a sorrir
Na boca rubra a seduzir
Como se fossem de verdade
Eram dois rubis serenos
Dois símbolos carmenos
De felicidade.
Seu cabelo tinha a cor do sol
A irradiar rubros raios de amor
Seus olhos eram circunvagos
No romantismo azul dos lagos
Mãos ideais, os braços divinais
O corpo algo sem par [...]"


boneca - francisco petronio

enfim, eu vi nessa boneca uma perfeita vênus....

quinta-feira, outubro 23, 2008

23

solto uma linha
prendo um ponto
enfio a agulha
dou a volta
mais uma vez
repito o movimento
giro rodopio mergulho
linha e buraco
volto ao motivo
destaco com outra cor
o botão que prendo
na tua camisa furada.





SE eu realmente soubesse costurar... acho que algo aí estaria diferente. tztztz

domingo, outubro 19, 2008

poema em linha torta

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxpoeminhaxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxsintoxfomexxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxpõexminhaxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxtxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxoxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxrxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxtxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxaxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxdexxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxuvaxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxporxfavorxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx!



quarta-feira, outubro 15, 2008

viagem sem fim parte III

meu talismã é lilás.

e minha paciência eu não tenho mais.

terça-feira, outubro 14, 2008

viagem sem fim parte II

senti a silhueta
redonda
da minha borracha
no meu estojinho
como as bolinhas
de gude
que pulavam no beco
quase aqui ao lado
quando da infância
e me refiz em silêncio:

alguns rabiscos
não se podem apagar.

segunda-feira, outubro 13, 2008

viagem sem fim parte I

maga mala bares
maga malabares
mag ama labares

na tentativa de chegar a li
fiquei magra



uma semana sem tantos carboidratos.
menos 2 quilos.

quarta-feira, outubro 08, 2008

licença poética

sem mais delongas,
dona poesia,
voltarei ao mundaréu
de vazios sentimentais.
deixe-me cá com meu
pequenino mundo de palavras
vagas-soltas-sem sentido.
não me amole
não me aponte
não me acuse
nem me empreste versos.
seu poema,
aquele moço danado,
anda as tantas com
uma outra prosa vizinha.
então eu lhe peço só mais uma coisa:
dê uma licencinha
que em sua vizinhança logo mais eu adentro.




quarta-feira, setembro 24, 2008

reiventei hoje uma visita a um lar amigo.
adivinha onde que eu te achei?
num samba antigo que ouvi ontem à tarde.
te refiz em um só conforto.
no teu passo descontei a vizinha dor.
pisa no meu pé, mas não me avisa.
passa sem perigo do meu lado
e não me desafina, tá?





ah, como eu queria ter conhecido antes este rapaz...

domingo, setembro 14, 2008

lucidez

um poema
atrevido
mergulha
em meu abismo.
num rabisco
o sol terreno
anoitecido
ilumina calado
o chão.

terça-feira, setembro 02, 2008

volto mais tarde. fui ali, ver o mundo feito faz o mar num grão de areia...



ouvindo: marcelo camelo.

domingo, agosto 10, 2008

o bom agosto

[...]


então, de repente
soprou um cheiro bom daqueles olhos

por um instante
ardeu um cisco
a meu gosto

e sobra agora um pouco da saudade na minha sombra...




só um ano depois penso nisso.

quarta-feira, julho 16, 2008

aluada

sinto um quarto
crescente
ao meu lado

seco uma estrela:
devagar o infinito
se renova

encho meia taça
e divago minguando
nesta quarta

quinta-feira, julho 10, 2008

e meu próprio risco seria então
conter meu riso
rabisco minha solidão
com um pincel atômico
em meio a confusão
no silêncio frio desta manhã
que agora arde em mim.


"quem eu era se perdeu?
Adeus, meu jovem amargo
pastor de melancolias
que riste de ti, se rias..."



minto só um poquinho, enfim.

;)

sexta-feira, julho 04, 2008

Carta pra Ninguém



Pois é. Nestes dias quentes de inverno, uma visita incerta que talvez não me fizesse muito bem resolveu então... não vir. Um telefonema resolveria tudo, um bilhete, um e-mail. Por que não me avisou nada? Nem sempre é bom ficar na companhia de ninguém. Tem horas que dá vontade de conversar...
Nem sei se foi bom permanecer só esse tempo todo. Estranho. Tenho acordado tarde também, sabe? Ando sonhando com pessoas estranhas. Na verdade, acho que ando sonhando demais. É hora de acordar. Eu até vi o noticiário esta manhã. Quase nunca dá tempo. Além disso, as contas não cansam de chegar. E os correios estão em greve, imagine...
Fim de semana se aproxima e ninguém aqui comigo. Talvez por isso tenho observado alguns cantos escuros, algumas esquinas, algumas nuvens... Não sei porque de repente me lembrei de visitar todo mundo num só dia. Tudo muito estranho. Por outro lado, essa tua companhia silenciosa me incomoda às vezes. Se pudesse dizer isso a alguém, preferiria não ter que escolher ninguém. Pra que lembrar disso tudo, pra que remoer tudo o que me disse, pra que ter um pouco dessa agonia ainda? E pra que compartilhar contigo?
Nada e ninguém me fariam melhor agora. E isso é engraçado, essa ausência silenciosa, esse cheiro de café que sai a essa hora da tua alma... Ainda me agradam. Mas não sempre, que fique claro. Até porque ninguém nunca soube realmente o que precisava saber. Agora tu podes simplesmente pegar este papel envelhecido e dar-lhe um fim decente. E tudo vira cinzas... O mesmo fim que queria dar-te. E que ninguém mais leia isso.



"...tenho por princípios
Nunca fechar portas
Mas como mantê-las abertas
O tempo todo
Se em certos dias o vento
Quer derrubar tudo?..."


quinta-feira, junho 26, 2008

TPM


.

.

.

as flores fogem do mal.

algumas dores me atingem.
normal.

minha pretensão
é apenas
menstrual.

.

.

.


sábado, junho 21, 2008

segunda-feira, junho 16, 2008

depois da irritação

hoje apenas repito o que um bom poeta
disse outrora, acerca das orquídeas
que se entreabriam...
já não há diferença
entre o silêncio que desenhava
e o barulho em que agora flutuam.
enquanto me esforço a não rodar mais
percebo que nada há de novo
mas há algo mais forte, eu sinto
e ainda não consegui entender...






é que o seu rosto ainda não entrou na moldura de meus olhos.*

domingo, junho 15, 2008

Hoje me irritei. Não que eu queira cobrar o que parece caro. Muito menos quero lembrar do que é raro. Só sei que cansei de imitações baratas. Sinceramente, me irritei com o que consideram "humor inteligente". Parece que "as pessoas" perderam a noção. Pra mim, é necessidade de aceitação mesmo. Tudo não passa de cópia barata e mal feita do que já existe. E que se exploda mesmo, diz uma amiga. Nem precisa de maldade pra querer isso. Perderam a noção do que é humor. Bom humor. Perderam a noção até do que é ironia e do que é ridículo. Só de lembrar que tudo, antes, era mais escondido, diz mais uma vez a amiga... O que vale agora é rir às custas dos outros. Mesmo sem motivo. E o que é pior: expor o outro ao ridículo e o outro achar isso inteligente. Realmente, hoje me irritei.

sábado, junho 14, 2008

a velha
vergonha
verde
ontem
me deixou
vermelha

sábado, junho 07, 2008

ainda vejo a beleza dos teus sonhos
enroladas num cobertor frio e liso
dou de cara com meu travesseiro fino
na cama macia do teu cochilar vazio
e retomo esta manhã mesmo
às pernas geladas do tempo que nunca tive.



*ontem pela manhã.


quinta-feira, maio 29, 2008

não se admire.

Gosto quando as velas acendem. A chama conversa com o santo e o sopro fica pra pausa depois da oração. Que pensem o que quiserem, que façam o que sentirem vontade. Eu, do outro lado da rua, atravesso meu caminho em silêncio sob a tua proteção, ó luz silenciosa. Acendo com a ajuda do fósforo. Meu último suspiro nessa agonia revela a procissão de pensamentos que vagueiam nesta noite de comemorações. As lágrimas nostálgicas da [nova] amiga distante, um novo lar, outros cantos, recentes encontros... cinzas. A luz se apaga. Acabou o fósforo. Cadê meu isqueiro? E parece ser só o começo... Reacendeu e vai ficar. A gota de cera dentro dela agora aquece e a faz incendiar toda. E a mim também. As gotas de luar hoje fizeram um encanto maior nos olhos dela. Nos meus... deixa pra lá.



terça-feira, maio 27, 2008

Quando um tempo
rui
na manhã excessiva
um temporal
cai
em mim.

Quando a hora
vai
na tarde cansativa
percebo que ali
alguém
riu.


terça-feira, maio 20, 2008

uno

e então ela deu uma carta branca
tão pesada quanto a mão de uma criança

triunfante saltou em um sorriso
no doce vermelho de seus lábios

lembrava de como eram aquelas horas anis
e eu nem me cabia mais ali...

em braços rasos e de profundo amanhecer
voltei ao meu recanto verdejante

e aqui estou.

antes de acreditar de novo, gritarei
com apenas esta carta na mão.

sábado, maio 10, 2008

a noite voa
num sopro quase natalino

um breve esforço
agora
me mantém acordada

brilha tua luz
na lamparina vizinha

me respondo se vou
obedecer
- de novo! -
a mais um outro dia...



sozinha és bendita, ó teimosia.

quarta-feira, abril 30, 2008

a manhã esconde um conto em dinheiro:
amanhã te conto um segredo.

segunda-feira, abril 14, 2008



Antes fosse perto destas horas perfumadas
o que agora já está longe deste sono incontável.
Retorno ao teu endereço: quero só um telefonema,
um sorriso e uma carona.
Mais tarde um adeus...
No meu céu o tempo abre
fecha a chuva neste peito
e nada mais em mim deságua.
Na noite a lua contente vai te soar em gargalhada
e o que antes madrugava vai te dobrar um amargo sonho.


tempo de muitos sonhos...
___________________________________________________________


Meditacion primera y ultima


El tiempo
Tiene color de noche
De una noche quieta.

Sobre lunas enormes,
la Eternidad
está fija en las doce.

Y el tiempo se ha dormido
para sempre en su torre
Nos engañam
Todos los relojes
El tiempo tiene ya horizontes



(Federico Garcia Lorca)




terça-feira, abril 01, 2008

revelações

Alguém esperava logo ali. Deixa eu olhar bem... Fotos reveladas. Posso ver, seu cabelo está num colorido diferente. Talvez seja a época em que a foto foi tirada. Eram mais felizes. A pouca idade a tornava mais singela. Delicada. Nem me lembrava mais de como era este sorriso. Vamos sair logo daqui. Hoje tá meio frio. O tempo nem me esperou. Fugiu com ela pra bem longe. Os anos se passaram, mas não neste registro. Ainda bem.




I can see you haven't had any sleep in a long time.

sábado, março 29, 2008

uma gardênia
parada num jardim
amarga ri da violeta
no garden,
sem pedras.
violenta, amarga rica,
de mim não faça
ficar diferente
daquela de trás
[ou bem-me-quer
daquela na frente]
jaz em ti
nem tão pouco
o louco mais ali.
agora faz assim:

jasmim





segunda-feira, março 24, 2008

no one flies around the sun...

[falta a foto]

dias após um temporal...
nenhum raio de sol nesta manhã.
(seria possível?)
só as muitas águas deste março...
(com muitos raios na madrugada.)





quinta-feira, março 20, 2008

um braço, bem magro
em alguns segundos
um laço, bem forte
em alguns suspiros
um abraço e um até logo.


;)

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"(...)

I would rather not go back to the old house
there's too many bad memories
too many memories
there...
when you cycled by
here began all my dreams
the saddest thing I've ever seen
and you never knew
how much I really liked you
because I never even told you
oh, and I meant to
are you still there?
or have you moved away?
or have you moved away ?
oh...

(...)"

back to the old house - the smiths

feriado em casa.

segunda-feira, março 10, 2008

um ano e menos de seis meses.
e nem escorreu pelas mãos...

terça-feira, março 04, 2008

Inventaram um dia
um poema ao léu
em leves ondas imaginárias
que se converteram em linhas
e que retratam o que de fato
ainda existe:
e eis então que um pincel
aqui surge e tinge aquelas ruas
onde tantos já desabrocharam
outras rimas e até versos que perecem vazios
e carregados de certa harmonia.
Na escuridão ímpar e crua
da junção de cores deste belo céu
outros tantos sorrisos ainda brilham:
és um bem, uma benção
que mesmo que queira não dá pra ser o oposto
no máximo um bemol ou um lá maior
só sei que é bem aqui
e que bom que não é em si menor.
Nessa confusão de notas e cores,
é certo que em algum canto
algo muito te ilumina
e que esta tua orquestra celestial
continue aquarelando os meus dias.



(ao tentar fazer uma cantiga a uma amiga nem tão antiga)

domingo, fevereiro 24, 2008

um favor

eis um copo de café
uma xícara vazia de suco
na cozinha lotada de louça suja
compromissos pendentes
prateleiras e livros semi-novos
no quartinho dos fundos
cantigas caladas e amarrotadas
um pouco d'água nos olhos
no banho após a manhã escura
peço: traga mais um lenço que me umedeça
este charuto não tragues perto de mim
e não me faças atrasar meu leve pouso.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!



só um registro da noite que não deveria findar.
o belo incerto fim. os nós desatados em muitos.
o afeto da cor da noite. almas dilatadas e desfeitas.
aquilo que fomos e aquilo que somos.

nós.

"atalhos, retalhos, sobras
a matemática da arte em papel de pão."



um tanto bem maior... a embalar este blog. sempre.
^^

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Éramos sós, e éramos três
na tarde que vazia não apraz:
havia uma vergonha rendada,
nos sorrisos um impulso,
um degrau acima de qualquer ritmo
- silêncio que faz surgir a melancolia
erguida em espumas de solidão.

Éramos três, e éramos sós
a penar na noite que se abria:
sorria agora a valsa, o sono,
assombro patético que não cabe mais
em aromas ébrios de sensatez
- prudente alegria cheia de mimos
debruçados tranquilamente aqui.

Éramos nós, e éramos, enfim
no ardor da angúsita iluminada
pela lua branda: a rosa debruçada
lentamente rendia-se ao raiar noturno
do nosso caminhar tranquilo e festivo
- pausas e descompassos se alinham
contemplando o doce bailar das estrelas.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

força, a festa vai continuar!
ainda não amanheceu por aqui...








"... pra tudo se acabar na quarta-feira..."

segunda-feira, janeiro 21, 2008

uma prece

eufórico silêncio que renasce à noite,
volta com tua mansidão ao dia
em que já não havia nada para ser feito,
engole tuas duas palavras de afeto
encontra minhas horas então perdidas
e retorna outra vez aquilo que não mais existe.




(...)

quarta-feira, janeiro 16, 2008

com quantas datas se faz uma longa vida?
embalada com queijos e vinhos chilenos.
ao sabor doce de ternos amigos!
a espera de pães e bolos de chocolate...
certamente haveriam cerejas no filme brasileiro.
com fina música e poesia incorporada.
por fim, balões [mágicos] e trens da alegria.
antes do adormecer, danças e risos apaixonados.
sonhos que aquarelam e preenchem
a cada novo dia.




p.s.: ontem foi o dia nublado cheio de luz mais lindo do ano!
^^

sexta-feira, janeiro 11, 2008

de repente chuva.
um passo descalço na praia:
o milagre das lágrimas celestes,
certa melodia infantil na areia
e linhas pontiagudas rumo ao chão
na véspera do fim deste dia
que já nem há mais.





lá chorava um sábio coração...

quarta-feira, janeiro 02, 2008

um poema
cantado
em silêncio

um suspiro
encarado
com orgulho

um dia
ensolarado
com nuvens

um carinho
engraçado
do amigo

uma despedida
dolorosa
sem consolo

uma amiga
afastada
em desespero

uma filha
sozinha
na praça

um silêncio
- poesia!
no caminho.