sexta-feira, outubro 12, 2007

verso por verso

no sereno do meu quintal sinto o orvalho da tua noite
o meu cansaço sempre vai ser a minha melhor arma
e nada há nesta pele que acalme.
só a minha crença de que não pode haver
algo que se espera acontecer, onde mais posso sentir
já não importa. tenho mais de mim em mim do que possa aparentar
embora a dor que me acompanha hoje adormeça em nós.
sono. sonho. palavras não fazem a dor cessar.
soluço. lágrima. silêncios ainda ecoam e não cansam.
sóbrio e ébrio? jamais poderia ser ébrio,
mas há ainda embriaguez a nos afogar.
é melhor parar de preencher sóis e luas com lápis coloridos.
há um céu nublado esperando por você
um copo que embaça, um olho que naufraga e a voz que se abala
não tenho mais rimas ou vontade. já chega!




madrugada ebriamente sóbria. Andréa e eu.

2 comentários:

Andréa. disse...

Sim, tá certinho Suhelen, embora tu estejas embriagada :P

Suhelen disse...

saliente!


peste adoravel!
=*