domingo, outubro 21, 2007

primeira vez outono

e quando a essência não muda
há ainda a luz do dia
a espera do conforto noturno

e enquanto a essência não mudar
faz-se ainda chama boa
pro descanso que ainda vem.




na primavera.

sábado, outubro 20, 2007

ouvi teus olhos na noite escura de vergonha:
entre as estrelas e meus pés, não vi mais nada
perto deste mal que não me apraz.



não mais.

sexta-feira, outubro 12, 2007

verso por verso

no sereno do meu quintal sinto o orvalho da tua noite
o meu cansaço sempre vai ser a minha melhor arma
e nada há nesta pele que acalme.
só a minha crença de que não pode haver
algo que se espera acontecer, onde mais posso sentir
já não importa. tenho mais de mim em mim do que possa aparentar
embora a dor que me acompanha hoje adormeça em nós.
sono. sonho. palavras não fazem a dor cessar.
soluço. lágrima. silêncios ainda ecoam e não cansam.
sóbrio e ébrio? jamais poderia ser ébrio,
mas há ainda embriaguez a nos afogar.
é melhor parar de preencher sóis e luas com lápis coloridos.
há um céu nublado esperando por você
um copo que embaça, um olho que naufraga e a voz que se abala
não tenho mais rimas ou vontade. já chega!




madrugada ebriamente sóbria. Andréa e eu.

sábado, outubro 06, 2007

ah, como eu queria um ser tão apaixonante
que naufraga em barris de nada sem fim
no calor das horas a triste rios...

seria doce abrir então os olhos
e mergulhar num chão frio
de memórias turvas incolores...

e as horas que se passam sem dormir?
- oh, dias quentes!
seria tão bom voltar a tê-los...