quarta-feira, setembro 05, 2007

"oh minha honey..."

Uma pausa, então, para uma elegia. Tal como uma onda violenta num domingo ensolarado o desejo de ser flor na janela talvez um dia volte. Se fosse violeta, eu me elegeria. “Eu, que nunca fui morena,...”, era assim que começaria. Mas e eu, que sempre fui? Sempre fiquei. Só uma música repete no rádio. Começa agora sem pausas. O que me prendia outrora me libertou. Que a sintonia da prosa não mais me queira. E que isso não termine. Sem aplausos.



"sofrimento não é amargura
tristeza não é pecado
- lugar de ser feliz não é supermercado..."

Zeca Baleiro - Piercing

7 comentários:

tardezinha disse...

oh, honey.

tenho aprendido demais contigo.

a elegia ficou naquele momento de mar.

"Cansei de dobrar e dar na mesma esquina
Vou cair… até pousar lá em cima
Eu grito pros surdos meu silêncio estridente
Repetir, repetir , repetir… até ficar diferente "
(paulinho moska)

amozarrão

flavita. disse...

Supermercado nunca foi lugar pra ser feliz, ao menos pra mim.
E sim, eu tô afim de um vinho barato, bora?
:****

Esyath disse...

Suka,

amei o post!
Quando conseguimos nos libertarmos, aceitando a vida e todas as circunstâncias como fases e aprendizados, finalmente, podemos encontrar o caminho de volta para casa...
Dentro de nós mesmos, quem somos e o que queremos da vida!

Beijos (Des)conexos!

Tássia disse...

Flap, flap, flap!! É assim o som de quando duas mãos se batem? Sim, sim. Esse lance de pele. É bonito.
Pele e palmas.

Kisses for u honey!

fabio jardim disse...

prosa poética em homenagem às possibilidades.

Renata Marques disse...

=)

Andréa disse...

Você, que sempre foi morena, desejo uma felicidade em breve, em embalagem extra-grande e muito, mas muito cheia de açúcar