domingo, agosto 26, 2007

não há medo na madrugada vazia.
na cabeceira não existe nenhum livro.
ao lado, uma canção amiga.

embaixo só há um colchão antigo.
nos meus olhos, a ingratidão perdida.
os vizinhos nem são meus conhecidos.

uma agonia que não se acalma,
uma cantoria que não termina
e acima a escuridão ainda vigia.

agora só há a recordação em vigília.

Um comentário:

Pedro Pan disse...

, na cabeceira só os sonhos. os bons de preferência...
, agradecido pela visita em quimeras. volte quando desejar...
, beijos meus.