segunda-feira, julho 16, 2007

hoje o medo caminhou
pela avenida antiga
num enfeite estelar
que teimava em aparecer
com encanto discreto
ao lado de sua amiga
amarga a me pedir
na ternura de teus lábios
naquela noite esquecida
e no sono invadido
que os anjos que vagueiam
com a nossa canção
se calassem.


nestes cantos celestes
os suspiros a te adorar
pediam no teu olhar calado
mas que enche a alma
com riso e sem despeito
a tarde que não mais alivia
e que ali estavam a escutar
os velhos e sábios
parados na padaria da esquina
com um olhar que a sede não sacia
para que os anjos que passeiam
em nosso colchão
não dormissem.

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