quarta-feira, maio 02, 2007

Um corpo infantil olha diretamente ao céu.
Nublado.

Fantasiava os prazeres de lá.
Mas havia um abismo.
Impuro e insatisfeito.
Uma pausa.

Cansa-lhe a espera de algo que não acontece.
Entre o abismo e o crepúsculo, nada lhe faz despertar.
Nada há que se salve.
Nada há que se guarde.
Nada.

Intimamente reconhece a essência da realidade.
A vista até que é boa.
Uma chance.

O perfume é áspero.
Alto, distante e indiferente.
O tempo é o mesmo.

E tudo se apaga.
Nem tudo se acaba.

E quanto a mim?
Só corro.

Socorro!

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