terça-feira, março 20, 2007

De quase um poema

num canto qualquer
era quase uma noite

e foi numa tarde clara

da satisfação quase rara
louvava a vida

sem perceber que ia mal
de todos os cantos
a palavra quase lhe fugiu

durou certo tempo
e sabia que não tardaria
mas quase nunca falou

da sua boca nunca se ouviu

porém ele lembrava
que tinha ainda um quintal

quase deu fim ao que escreveu
e enfim pôs-se morte no que fez

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