domingo, dezembro 17, 2006

Que eu durma e que venham todos,
todos vocês, solitários:seus braços molengos
que buscam consolo em outros

seus pés coceguentos
que percorrem tristemente caminhos dolorosos

e seus olhos remelentos
que observam os sorrisos postos noutros rostos.

E que eu me lembre
de todos aqueles solitários,
das duplas estranhas
e de como dançam e dançavam... dançam!

Como podem?
Ainda conseguem?

E a farsa continua.
Que eu acorde logo.

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