domingo, dezembro 17, 2006

na agonia desses favos quentes
meus passeios de bicicleta
com ele
são sonhos infantis
e meus pesadelos passam por rios salgados
em que doentes amargos
ardem em caldos frios.

no nosso papo de olhos vermelhos
as vibrações sonolentas se encontram
e acham esta mágoa tão intensa
que meus sorrisos se põem a chorar

caimos num mar de aromas
e rompemos os largos afagos
das épocas sadias que de luz vivia
abraçada ao consolo das estrelas.

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