terça-feira, setembro 12, 2006

A voz afiada
desafina.
A faca amolada
recorta.
A doce esperança
conforta.
A face noturna
reclina.
A louca menina
se agita.
A sábia senhora
se cala.
A porta da casa
se abre.
O silêncio da noite
me embala.

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