sábado, setembro 02, 2006

o peso do som

o vulto sacode
o terror do abandono
sobe
e sente sono
nasce
e sempre morre
o melhor
passa
procuro e não volta

a fé alimenta
e consome
mas o erro
não some
e volta por não crer
que mudou
incerto foi
e voltou

desgarrado do que sente
senta
ao longe a vida
dorme
e ao despertar trouxe
no trago
a dormência mórbida dos calafrios tragados
ausentes

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