quinta-feira, agosto 24, 2006

Suportar a grandeza deste assombro
a constranger este espírito
cheio de palavras
diante do milagre:
rastejar entre jardins
e no porvir ganhar asas
ao sair do casulo
perdendo-se subjacente às nuvens.
Outrora perdia-se entre as maldades humanas
tão próximas de si
a pisotear outros seres
agora encontra-se contemplada
por aqueles indivíduos
que costumam esmagar os que lhe são parecidos
ainda que o êxtase deste instante
não dure o suficiente para que alguém responda:
quem pintou a lagarta?

3 comentários:

Des disse...

Somos mesmo lagartas, pena q nem sempre rastejamos num jardim...O solo pode ser árido, pútrido e cruel ( e na maioria das vezes o é...)

"E no povir ganhar asas" acho q nunca prestei a devida antenção a isso.É isso que sonhamos, não? O paraíso na vida vindoura ou a cessação do sofrimento ou chegar à iluminação...todos nós sonhamos em ascender, mas em nosso caminho tortuoso os predadores nos devoram, os desatentos nos esmagam ou não achamos o devido lugar para nos recolhermos e esperar a grande mudança.

proseadora disse...

e é isso tudo e um pouco mais...

Verbena disse...

claro q com vc sempre é um MUITO mais!
eu sequer alcanço o mais simples de teus pensamentos, o mais singelo dos teus devaneios!